quarta-feira, 1 de abril de 2009

TANZÂNIA 13 - Os preparativos para a visita ao Orfanato

O resto da semana transcorreu com algumas reuniões na TATO, muita leitura sobre o turismo na Tanzânia, dados - alguns meio duvidosos - relatórios e mais relatórios (papel aceita qualquer coisa...). Cada dia que passa tenho um olhar mais crítico sobre a coordenação e a liderança da TATO na indústria do Turismo da Tanzânia. Falta profissionalismo, estrutura, organização e a proximidade com o partido CCM (partido do governo) me deixa desconfortável. De qualquer forma seguimos com os nossos estudos e pretendemos concluir um material com um conjunto de recomendações de melhores práticas.

Os almoços e jantarem servem para descobrir a gastronomia local e a vida noturna em Arusha me foi apresentada na quinta-feira à noite quando fomos ao “Via Via” . Vou escrever mais adiante sobre isso.

O fato marcante sem dúvida foi a visita que fizemos (eu e a Glória) na quinta-feira após o expediente a um orfanato na periferia de Arusha. Fomos com o Victor que tem uma empresa de publicidade e uma pequena operadora de turismo (o escritório dele fica ao lado da TATO e a empresa é um dos membros associados). É talvez com essa operadora que iremos desenvolver o tema do turismo voluntário. O Victor, o irmão dele e alguns amigos ajudam nesse orfanato.

A periferia de Arusha é para lá de pobre. Um labirinto de vielas sem calçamento. O poder público não passa nem perto. Algumas casas são de tijolos, outras de madeiras. Tudo muito pobre, desorganizado e sujo. Mas ao contrário das favelas brasileiras o clima é de tranqüilidade e de forma alguma passa sensação de insegurança ou medo. A periferia de Arsuha é enorme e se confunde com a zona rural. É tudo muito espalhado. Não há concentração urbana intensa. Ao lado das casas é possível ver pequenas hortas, sítios e plantações.

O orfanato fica numa casa alugada e tem 11 crianças. A maioria entre 4 e 10 anos. O mais novinho tem 1 ano e a mais velha é uma menina de 14 anos – mas qualquer um daria no máximo 9... talvez 10.

A casa se divide em três áreas: um bloco com 02 quartos, outro bloco com uma espécie de saleta minúscula, um quarto minúsculo e um vão que eles chamam de cozinha - não tem nada há não ser um fogareiro no meio - e outro bloco com 02 banheiros. As crianças dormem em beliches amontoadas umas às outras. Roupas e brinquedos velhos espalhados por todos os lados. Uma moça cuida de tudo. Ela resolveu se dedicar a ajudar no orfanato depois que deixaram 02 crianças na porta da sua casa. Uns amigos se juntaram e resolveram formar o orfanato. Alguns parentes da moça ajudam. Todas as crianças à chamam de “Mama” e percebi um real carinho dela para com as crianças e vice-versa. Higiene e organização realmente não são os fortes dela. Dedicação, simpatia e amor são !

No sábado a Glória, a Colleen e Sally (obviamente com o suporte local do Victor) foram ao mercado comprar comida para o Orfanato. Infelizmente perdi isso, pois depois do almoço fui para o quarto e me distrai assistindo a Aljazeera e quando fui procurá-las elas já tinha ido. Uma pena ! Mas depois do relato delas estou louco para ir lá. Talvez na próxima sexta-feira. A conta deu US$ 25,00 para cada um. Foi comida suficiente para 02 meses: Arroz, Batatas, Feijão, Cenouras, Cebolas, Alho, Tomates, Óleo e Açúcar.

Montamos também kits com brinquedos que a Glória trouxe dos USA, cadernos e materiais de pintura (trazidos pela Sally), camisetas (trazidas pela esposa do Andréa). Compramos também balas e biscoitos e colocamos nas sacolas. Isso foi sábado à tarde.

Sábado à noite fomos ao Maasai Camp. Um clube muito legal. Maior e mais cheio que o Via Via. Música eletrônicia, indianos, turistas europeus, um povo estranho, etc, etc. Os preços das bebidas proibitivos... (US$ 5,00 o drinque e US$ 3,00 a cerveja – para nós brasileiros bem caro !)

Domingo almoçamos num restaurante japonês que confesso a vocês... Se eu estivesse sozinho nunca que iria... Mas o povo da IBM é mais doido que eu e lá fomos nós... Indicação do Japonês que tinha almoçado outro dia lá. Eu fiquei num Yakssoba básico (uma delícia.. vou voltar para comer outro). Meus colegas se aventuram nos Sushis e outros pratos mais diferentes Todos adoraram. Eu não tive essa coragem. Falei para o Cris – que ficou enchendo o meu saco – que se todos sobreviverem por 01 semana talvez eu volte e coma Sushi. Mas espero que ele esqueça essa minha promessa, pois eu não estou disposto a cumpri-la. O interessante é que o mesmo japonês dono do restaurante tem uma loja de carros “japoneses” usados nos fundos do restaurante. Ele vai uma vez por mês em Dubai comercializar carros. Vocês acreditam nisso ??? Ir para Dubai comprar carros !!!

Depois disso fomos passar a tarde no Orfanato. Conto para vocês como foram mais tarde. Antes vou tentar colocar as fotos. Só vale a pena vendo as fotos ao mesmo tempo no Fotolog (http://rodrigo.freitas.barbosa.nafoto.net/).

Até mais tarde...

PS: To quase colocando o blog em dia !!!

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